Livro – Novembro de 63

Novembro de 63

Stephen King, Estados Unidos, 2011

Sinopse: Viajar no tempo é uma das grandes fantasias humanas. Mais ou menos como voar. Quem nunca imaginou como seria reviver um acontecimento inesquecível da infância? Ou conhecer seus pais quando tinham a sua idade? Ou espiar o nascimento de cristo, a queda da bastilha, a proclamação da independência? Viajar no tempo é um sonho do ser humano. Todos já pensamos nisso. E todos já nos encantamos com as histórias que tornaram isso possível, pelo menos em nossa imaginação.

“Novembro de 63” é um livro para entrar na história dos livros sobre viagem no tempo. Jake Epping, morador de uma pequena cidadezinha do Maine, é um cidadão comum, vivendo uma vida mais ou menos sem emoção e atravessando a desilusão de um divórcio. Nao sei o que você acha, mas me parece um bom momento para que algo fantástico aconteça na vida de uma pessoa. não?

Pois acontece. É o velho sonho humano do impossível que vem ao resgate do nosso herói. 

Jake Epping tem um amigo, Al. Al tem uma lanchonete. E a lanchonete… bem, a lanchonete tem um portal. Um portal que conecta um empoeirado depósito com um ensolarado dia de setembro de 1958.

Jake Epping e Al fazem o que todos nós gostariamos de fazer. Passeiam pelo passado. Tiram umas férias no passado. Por exemplo, se eu pudesse viajar no tempo, um destino certo seria a cidade onde nasci, Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, 1970. E eu iria direto na Lanchonete Quick tomar um sorvete.  Jake Epping faz algo semelhante. Ele senta em uma lanchonete, em 2011 decrépita e triste, e pede um refresco. Bebe uma cerveja. Interage com as pessoas do local. Identifica os sotaques. Compara as maneiras. Uma experiência incrível. Apimentada pela sempre presente sensação de que você sabe de algo que ninguém mais sabe. Por exemplo, de que aquele garoto, filho do dono daquela lanchonete, não dará conta de manter o negócio do pai com a mesma competência.

Mas é claro que se você encontra uma passagem para o passado, as suas idéias não param por ai. Por que tomar uma cerveja não mais fabricada se você pode… evitar o assassinato de John Kennedy?

Esta é a proposta do livro. Salvar John Fitzgerald Kennedy. É possível? Se possível, será melhor para o futuro da humanidade? 

Vivendo uma vida não-tão-boa-de-ser-vivida em 2011, Jake Epping aceita o desafio da dúvida. Picado pela mosquinha da curiosidade e da aventura ele embarca para 1958. Onde espera viver até 1963. Quando irá (será?) impedir o assassinato de JFK. As consegüencias… bem, as conseqüências não são simples. Ocorre que o passado, na versão de passado de Stephen King, não quer ser mudado. E o passado não tem pena de quem quer mudá-lo.

Crítica: Um dos melhores livros que já li na minha vida.

De volta para o futuro: Por acaso, neste final de semana a TNT reprisou “De volta para o Futuro”. Muito bom rever o filme. Vale a pena recordar que FINALMENTE, ano que vem é o ano em que Marty McFly chega ao futuro! Sim. Em “De volta para o futuro II” após voltar de 30 anos no passado (1955), Marty viaja para 30 anos no futuro. Ou seja, 2015. 

Viajantes no tempo: Dei uma varrida na rede sobre evidências de viagem no tempo. Li uma reportagem recente que cientistas usaram as redes sociais para procurar eventuais viajantes no tempo. A idéia era simples: Ver declarações que antecipavam corretamente eventos que ainda não tinham ocorrido. O resultado, infelizmente, não foi muito animador: Não acharam nada. MAS…. achei uma coisa bem legal. Observem esse video de 1928. É a estréia de um filme de Charles Chaplin… observem a zebra… o homem… e depois a senhora idosa que passa distraidamente… falando em um telefone celular? 

Hehehe. Parece muito mesmo um telefone celular. Tudo muito impressionante até você ver o outro video de “Evidência de viagem no tempo”. Neste video uma moça aparece em 1938… falando no celular. Bom, nesse segundo video, menos emoção. A moça foi identificada pelo neto que afirma que a mesma, na época, estava testando um protótipo de rádio móvel desenvolvido por uma empresa de Massachussets. 

Agora convenhamos… com todo o risco de implosão da linha tempo-espaço eu não falaria no celular no meio da rua na frente de todo mundo, certo? rsrsrs. Viajantes do tempo deveras descuidadas…

Beijos e abraços e até a próxima!

 

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