Leituras de 2013 – Parte 1

A II Guerra Mundial

Na escola, minhas matérias favoritas eram história e biologia. Com a biologia eu tinha uma relação muito prática: Era interessante e eu aprendia com facilidade. Sempre foi o que garantiu meu bom desempenho acadêmico. Minha mãe e minha tia eram professoras de biologia. Basicamente, estava no sangue. Com história a coisa sempre foi muito mais lúdica. Eu adoro meus livros de história geral e do brasil do segundo grau até hoje. Sempre que eu sentava para estudar – por vontade própria ou por pressão parental, do tipo “vai estudar alguma coisa” – o livro que eu abria era o livro de história. Mesmo que eu tivesse prova de matemática no dia seguinte! Eu lembro das noites no meu quarto lendo sobre os gregos, os romanos, a idade média… 

Dos periodos modernos, eu tinha meus favoritos. Por exemplo, eu não gostava muito de história do Brasil, exceto a ditadura militar. Então eu amava a história do mundo até a década de 60. Depois o mundo ficava chato e o Brasil ficava interessante. 

O último grande capítulo da história do mundo que me interessava muito era a segunda guerra mundial. A primeira eu achava sem graça. O que gerou inclusive um déficit de conhecimento considerável no que se refere ao assunto. Mas a segunda guerra eu achava o máximo. Tanto que quando li “O aprendiz” do Stephen King em uma coletânea chamada “Quatro estações” eu conseguia entender bem o “grande interesse” do persoangem principial e todo o fascínio gerado pelas revistas velhas na garagem do amigo. Até ele começar a matar pássaros com a bola de basquete, é claro.

Este ano li dois bons livros sobre a Segunda Guerra Mundial que vale a pena recomendar: “Inverno do Mundo” e “Depois de Auschwitz”.

Inverno do mundo, livro de Ken Follet, é o segundo livro da chamada “Trilogia do Século” do autor. Apesar de ser o segundo, foi o primeiro livro que eu li. Eu sempre pegava o livro “Queda de gigantes” na mão, folheava, pensava “Poxa vou gostar desse livro”, mas simplesmente não conseguia comprar. Deve ser meu bloqueio coma  Primeira Guerra, pois este é o tema do livro Um da Trilogia do Século de Follet. Mas o livro dois… tinha que ser lido. Imediatamente. E li mesmo. Foi algo em torno de uma semana. Considerando as 880 páginas, acho que fiz um bom trabalho.

“O inverno do mundo” se inicia na década de 30, quando Hitler está ascendendo na Alemanha. A história é narrada a partir da vivância de cinco famílias: Duas Norte-Americanas, uma Russa, uma Alemã e uma Britânica. O resultado é sensacional. Claro que transparece a cada página a inclinação social-democrata do autor. Mas o livro é muito bom mesmo. Merece ser lido.

Tem uma cena nesse livro que é muito interessante e que traça um triste paralelo com coisas que têm acontecido atualmente. Há uma passagem em que, antes da guerra, simpatizantes ingleses do nazismo organizam um passeata que promete passar por um Bairro Judeu de Londres. A idéia era hostiliza-los, não apenas politica como fisicamente. Vi recentemente que na Russia, uma grupo de jovens organizou uma passeata semelhante em um bairro estrangeiro. Mas ou menos concomitante a uma agressão no metro onde um estrangeiro levou tiros em publico por… ser estrangeiro! São acontecimentos muito “The wave” não é mesmo? Prova de que a barbárie vive em meio de nós e pode ser reproduzida em qualquer país, a qualquer momento.

O Outro livro que li e recomendo é “Depois de Auschwitz” de Eva Schloss. Este é um relato real e emocionante de uma jovem de 15 anos que foi levada a Auschwitz no dia de seu aniversário. Um dado a mais: Esta jovem é irmã de Anne Frank.

Expliquemos: Eva era Austríaca. Viveu na Viena de Sigmund Freud e outros ilustres. Com a ascensão do nazismo e a unificação da Alemanha com a Austria, sua família foi obrigada a fugir e, apos uma pequena peregrinação, foram parar em Amsterdã. Em Amsterdã foram vizinhos da família de Anne Frank. As duas famílias foram levadas a Auschwitz. Metade de cada uma das famílias morreu. As metades que sobraram resolveram se unir: A mãe de Eva e o Pai de Anne Frank se apaixonam após a Guerra e iniciam uma nova vida como companheiros. A família passou a vida se dedicando à publicação do diário e à memória de Anne Frank. Mas Eva tem sua própria história para contar. E por isso escreve “Depois de Auschwitz”.

Bom, vou ficando por aqui. Bom escrever de volta. Esse ano, apesar de pouco blog teve muito livro. Em breve compartilho mais novidades! Abaixo, boa entrevista (legendada) de Eva Schloss.

Até mais!

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2 respostas a Leituras de 2013 – Parte 1

  1. dsoares08 diz:

    Oi Patrick! Obrigada pelo gentil comentário! Acho que e seguro dizer q estou de volta! Abraços!

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