Livro – Eu vos abraço, milhões

Eu vos abraço, milhões

Moacyr Scliar, Brasil, 2010

Sinopse: O livro conta a história de Valdo, um jovem de origem humilde, nascido em uma fazenda próxima à Santo Ângelo, região Missioneira do Rio Grande do Sul. Um dia, na saída da escola, Valdo conhece Geninho, um amigo que lhe apresenta Marx e os ideais revolucionários pela primeira vez. O comunismo vira a vida de Valdo de ponta cabeça. Decidido à entrar no PCB, Valdo parte para o Rio de Janeiro em busca de Astrogildo Pereira, então Secretário Geral do Partido. No Rio, entretanto, encontrar Astrogildo se mostrará um desafio e Valdo acaba tendo que se virar. Por intermédio de um amigo, consegue um emprego como operário na obra do Cristo Redentor, que recém está sendo construído e é a partir dai que se desenrola a trama.

O texto: O livro é descrito como um “romance de formação”, um romance “em que é exposto de forma pormenorizada o processo de desenvolvimento físico, moral, psicológico, estético, social ou político de uma personagem, geralmente desde a sua infância ou adolescência até um estado de maior maturidade.” (wikipédia).

Curiosidades: Quando li o livro, vi uma menção ao único cinema de Santo Ângelo. Pensei comigo, “é o Cisne”, que desde a época dos meus pais até hoje, continua sendo o único cinema de Santo Ângelo (ah sim, eu não expliquei: Assim como o Valdo, do livro, eu também nasci em Santo Ângelo!). Mas não, o cinema em questão era o Apollo, que de fato existiu antes do Cisne. O Cinema Apollo foi aberto na Década de 20 e foi o primeiro cinema do Noroeste Gaúcho. Funcionava na Rua Antunes Ribas, entre a 25 de Julho e a Sete de Setembro. Exibia filmes em preto e branco e tinha camarotes especiais, um dos quais era destinado à Rainha. Rainha do que, eu não sei, mas sei que tinha. Encontrei um depoimento na internet do antigo bilheteiro do lugar e ele, infelizmente, não explica. Só garante que a tal Rainha não perdia um filme e que o povo adorava vê-la, ela e seu namorado Neco! Depois Santo Angelo teve o Cinema Avenida, na Avenida Brasil, onde fica hoje a agência do Banrisul. Este foi aberto em 1932  e foi o quinto cinema da nossa cidade! O Cinema Avenida fechou as portas após um incendio em 1946. Por último, veio o Cisnse, aberto em 1958, na boa e velha Marquês do Herval. Os tempos auros já se foram, mas o Cisne ainda ostenta o título de maior tela do Rio Grande do Sul. É grande mesmo. Eu me lembro de ter assistido o “Pequeno Buda” lá quando criança, e a tela era uma telona mesmo.

Crítica: (Cuidado! Spoiler! Se você ainda não leu o livro, não siga adiante! Leia o livro e volte depois) O texto é literatura de primeira e a leitura é das mais agradáveis, mas é o segundo livro do Scliar que eu leio que termina peleguíssimo. Será que todos os personagens do Scliar viram o Fernando Gabeira no final? Começo a desconfiar que sim…

De toda forma o Scliar é um baita escritor e vale a pena lê-lo. Confesso entretanto que tira um pouco da graça imaginar que o final dos livros dele são todos assim. Será que são mesmo?

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2 respostas a Livro – Eu vos abraço, milhões

  1. ludmyla diz:

    Pô, não tem pra fazer download em lugar nenhum!!

  2. Ricardo André diz:

    :/ veroo’

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