The Economist e a Democracia no aniversário de morte do Rei

Há 59 anos morria um Rei. Pena que não morreu a monarquia.

Sabe o filme “O Discurso do Rei” que foi indicado ao Oscar e tem o Colin Firth – baita ator – no papel principal? Pois é, o Rei em questão é justamente o Rei George VI, pai da Rainha Elizabeth II, que hoje “governa” a Inglaterra. Vi no excelente Blog do JB que hoje, 06 de Fevereiro de 2011, completa-se 59 anos da morte do Rei George VI. Confiram abaixo a reportagem de 1952 anunciando como o “mundo livre” lamentou a perda do soberano.

Não pude deixar de pensar nessa expressão “mundo livre”. Ontem ou antes de ontem, saiu na Zero Hora uma reportagem especial sobre o novo “ranking da democracia” realizado pela Revista The Economist, onde os países foram classificados como “Democracias plenas”, “Democracias com falhas”, “Sistemas Hibridos” ou “Regimes autoritários”. Eu queria saber porque as monarquias européias não estão na lista dos regimes autoritários. No mínimo deveriam figurar na lista dos “Hibridos”, no lugar da Bolívia, por exemplo, que loucamente está nesta lista.

O Brasil é considerado uma “Democracia com falhas“, figurando na quadragésima sétima posição da lista. Eu concordo com essa, e vocês?

Para ver a lista completa, é só clicar neste link.

***

06 de Fevereiro de 1952 – Morre o Rei George VI

O Império Britânico – com ele todo mundo civilizado – recebeu inesperadamente a notícia da morte de Rei Jorge VI, unindo-se à família real em sua dor pela morte do monarca.

Foi içada a bandeira na Torre da Vitoria, na sede do Parlamento e todos os teatros, cinemas e tribunais cerraram suas portas, enquanto os estabelecimentos comerciais colocaram nas vitrines laços negro em sinal de luto. A BBC cancelou todos os seus programas de rádio, exceto os noticiosos.

Tendo reinado pouco mais de 15 anos, o rei Jorge VI morreu placidamente enquanto dormia em sua residência campestre. Ascendeu ao trono em 11 de dezembro de 1936, dia em que o seu irmão Eduardo VIII abdicou para se casar com a norte-americana divorciada Wallis Simpson.

Jorge VI foi logo envolvido pelos graves problemas de estado. Durante a guerra ele rejeitou todas as propostas de se transferir para o Canadá e permaneceu em Londres com a família real durante todo o bombardeio alemão.

A coragem e o senso de serviço público lhe granjearam a profunda estima do seu povo. Terminada a guerra o reinado de Jorge VI viu a independência da India e do Pakistão, e a transição do Império Britânico para a Commonwealth.

Veja no JB News Archive fatos marcantes da vida do soberano

Assume a Rainha Elisabeth

Jorge VI foi substituído no trono pela sua filha Elizabeth, de 26 anos, herdeira de seu sangue e de seu nobre espírito. A princesa Elizabeth e o príncipe Phillip voltaram profundamente abatidos da viagem que faziam rumo à Austrália em nome do rei, que por duas vezes se vira obrigado a cancelar a visita por problemas de saúde.

Deixou uma perene lembrança entre os que conheceram. Era uma pessoa eminentemente democrata, simples, despido de orgulho. Raro na sua modéstia e no seu civismo por tudo que fez como rei e desejou como cidadão inglês.

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