E por falar em torres gêmeas…

Um 11 de Setembro em Brasília

Brasília tem suas próprias torres gêmeas e seu próprio 11 de setembro. O nosso “onze do nove” é muito anterior ao “nove do onze” que ficou famoso em Nova York, mas a maior parte dos brasilienses ainda sabe contar a história.

A história do 11 de setembro em questão é a historia do assassinato da menina Ana Lidia, em 1973. Um dos mais famosos casos de impunidade e abuso de poder que Brasília já viu. Quem nunca ouviu falar, conheça:

O Caso Ana Lidia

Ana Lidia Braga tinha sete anos quando foi encontrada morta em um terreno do campus da UnB, por um fuzileiro naval que resolveu seguir uma trilha de lápis de cor, espalhados pelo chão. No dia anterior, os pais a haviam deixado por volta das 13h30, no Colégio Madre Carmen Sallés, na Avenida L2 Norte. Nunca mais a veriam. Ana Lidia foi seqüestrada, torturada, violentada e, finalmente, assassinada na madrugada do dia 11 para o dia 12 de setembro de 1973.

O ano não é detalhe no caso. A ditadura militar fará com que o assassinato nunca seja esclarecido. Tudo isto porque a lista de suspeitos envolvia filhos de políticos da ARENA, um conhecido traficante da cidade e até o futuro Presidente de República, Fernando Collor de Melo. Qualquer semelhança com o caso do índio Galdino ou com o estupro em SC, envolvendo um membro da família Sirotsky, não é mera coincidência. Os poderosos protegem seus filhotes com unhas e dentes e tudo mais que têm à mão.

As investigações da época sugeriam que a menina havia sido levada, pelo próprio irmão, Álvaro, para o sítio do Vice-Lider da ARENA, Eurico Rezende. Testemunhas disseram que à noite, Álvaro e a namorada saíram e deixaram a menina com Alfredo Buzaid Júnior (filho do Ministro da Justiça), Eduardo Ribeiro Resende (filho do senador, dono do sítio) e Raimundo Lacerda Duque, conhecido traficante de drogas de Brasília. Quando voltaram ao sítio, encontraram Ana Lídia morta.

A Ditadura logo tratou de abafar o caso.  As investigações correram sem nenhum rigor e no dia 20 de maio de 1974 jornais, rádios e estações de televisão do país receberam o seguinte comunicado do Departamento de Polícia Federal: “De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre caso Ana Lídia e Rosana.” Rosana era outra menina, também desaparecida na cidade de Goiânia.

O caso até hoje não foi esclarecido e se tornou um dos maiores símbolos de impunidade da capital. Ana Lídia virou nome de uma área recreativa dentro do  Parque da Cidade. Seu túmulo é um dos mais visitados no Cemitério de Brasília. E, em uma cidade tão sem tradições e cultura própria,  há quem acredite que a menina faz milagres.

Fontes:

Hoje na História – Jornal do Brasil

Ana Lidia – Jogo de Máscaras

Caso Ana Lidia

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2 respostas a E por falar em torres gêmeas…

  1. dinha diz:

    tudo q começa mal termina mal,como foi o caso da menina ana lidia em q o nogento governo do df não fez nada pra resolver o caso.simplesmente abafarao por serem filhos dos maiores ladroes de direitos humanos de brasilia,e pra piorar anos mais tarde ainda colocamos uns dos assassinos pra dirigir o brasil.eles mereciam prisao perpetua pelo q fizerao com essa menina.e q irmão do cão q ela tinha hein!todos sem esceção de nenhum vão colher o fruto do q plantarão.uns ja estão colhendo mais nõa tem vergonha na cara de andar por ai pedindo seu voto,temos mais é q pedir a proteção de DEUS mesmo pra esses cujos nomes eu nem preciso dizer.bando de sangue-sugas vagabundos do poder.

  2. dayvid diz:

    eu acho que esse ataque que esse foi um ataque dois ets que viero de otros planetas pra detroir nosso plnetas dayvid

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