Livro – Poirot Sempre Espera & Outras Histórias

Poirot Sempre Espera & Outras Histórias

Gênero: Mistério Policial

Conceito: 3

Terminei de ler Poirot Sempre Espera & outras histórias, livro que reúne sete contos escritos por Agatha Christie entre 1939 e 1961, dentre eles o conto citado no título do livro. No livro, quatro histórias são protagonizadas pelo famoso inspetor belga, um homenzinho peculiar, com cabeça de ovo e um profundo conhecimento acerca da natureza humana: “Poirot sempre espera”, “Onde há um testamento”, “O mistério da arca de bagdá” e “A segunda batida do gongo”. O último conto, “Santuário”, conta com a participação especialíssima da Tia Jane Marple, uma solteirona simpática e aficcionada em livros de mistério, que sempre soluciona os crimes que a polícia deixa escapar na vida real. Os outros dois contos não trazem nenhum personagem famoso da rainha do crime e se aventuram por um estilo de narrativa não muito comum para a autora: O fantástico. Em “A boneca da Modista” e “Através de um espelho sombrio” lemos histórias dignas de episódios do “Além da Imaginação” e – Bingo! – descobrimos que a Agatha Christie é boa nisso também!

Rainha é rainha, não é mesmo?

Dica de filme da Rainha do Crime: “Murder, she said” (1961)

Achei no IsoHunt um combo com quatro filmes de Margareth Rutherford interpretando a intrépida Miss Marple no cinema, em produções do cineasta George Pollock. “Murder, she said” é uma versão do livro mais famoso da Miss Marple “4.50 from Paddington”, no Brasil “Testemunha Ocular do Crime”. É uma boa dica para quem gosta de filmes antigos e da Agatha Christie.

Margareth Rutherford faz uma versão mais pastelão da Miss Marple e os roteiros não são muito fiéis aos livros, mas os filmes não deixam de ser divertidos. Do combo, que além de “Murder, she said” conta com “Murder at the Gallop” (baseado em “Depois do Funeral”), “Murder Most Foul” (baseado em “A morte da Sra. McGinty”, que originalmente é um caso de Hercule Poirot e não de Miss Marple) e “Murder Ahoy” (roteiro original, com referências à “A ratoreira” e “Um passe de mágica”), apenas este ultimo deixa a desejar. E isto, provavelmente, se deve ao fato de que a história é um roteiro original e não uma história da verdadeira, única e insubstituível Rainha do Crime.

“Murder, she said” é o melhor deles. No filme (no livro, a história é diferente), Miss Marple testemunha um assassinato através da janela de seu vagão: Em um cruzamento, um homem com luvas negras enforca uma mulher no trem que passa ao lado.  A vítima morre, diante dos olhos de Miss Marple.

A velhinha reporta o crime mas nenhum corpo é encontrado. A polícia começa a duvidar do juízo de Miss Marple. Não terá ela visto um casal em Lua-de-Mel e confundido tudo?

Desacreditada pela Polícia, Miss Marple resolve investigar: Vai ela mesma procurar o corpo e o motivo do crime. Convencida que o corpo encontra-se enterrado em Ackenthorpe Hall, Miss Marple arruma um trabalho entre os serviçais da casa e começa a investigar.

Boa adaptação e, de fato, mais interessante ter a própria Miss Marple como “testemunha ocular” daquele crime, nas maneiras cômicas da Margareth Rutterford do que a séria e eficiente Elspeth McGillycuddy, que é suprimida nesta versão.

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