Lost e Procedimento Operacional Padrão

Lost e a Tortura no Iraque

Recentemente eu descobri o seriado “Lost”. Na realidade eu me rendi: Ao meu redor, TODAS as pessoas só falavam da bendita sexta temporada de Lost. Li na Zero Hora que a tal temporada final de Lost estava fazendo tanto sucesso que um rapaz chegou a criar um Blog “Never Seen Lost”. A idéia do Blog é comentar os episódios da última temporada de Lost a partir da perspectiva de alguém que nunca assistiu o seriado. O Blog é recheado de chutes sem noção e muitas bolas fora, com direito a confusão com os nomes dos personagens e  desenhos engraçadinhos feitos à mão, reproduzindo cenas dos episódios. Muito divertido o blog, vale a pena uma visita.

Pois bem, o blog do rapaz que nunca assistiu lost foi a gota d´água. Sentei em uma bela noite na frente do meu pc e me pus a baixar os episódios, devidamente LEGENDADOS – aquela dublagem da globo não dá –  e começei a assistir. Em três dias, em um final de semana de muita preguiça, matei toda a primeira temporada. Os compromissos acadêmicos atrapalharam um pouco o começo da segunda, mas em uma semana estava chegando já ao seu fim. Atualmente, estou na metade da emocionantíssima terceira temporada.

Vou registrar minha única queixa em relação à Lost, que é o evidente uso político do personagem do Sayid Jarrah. O Sayid Jarrah é um iraquiano que antes de cair na ilha de Lost fazia parte da Guarda Republicana, no seu país de origem. É um bom homem, mas é um homem com um passado de muitos erros. Dentre estes erros, o seu maior, a sua “especialidade”, o que mais lhe atormenta, o seu oficio de torturador.

Muito óbvio que o personagem do Sayid Jarrah cumpre uma função importantíssima na américa de 2004, ano em que o seriado foi ao ar: aliviar a barra dos soldados americanos que torturaram e empilharam soldados iraquianos na prisão de Abu Ghraib. As primeiras imagens revelando a tortura e desmoralizando as tropas americanas foram ao ar em Abril daquele ano. O personagem do Sayid Jarrah cumpre então duas funções: A primeira, mostrar que o outro lado tortura também; A segunda, resgatar a moral dos “heróis” da guerra, afinal o Sayid se envergonha das coisas que fez, obrigado pela conjuntura da guerra e é um bom homem, uma das melhores índoles de toda a ilha de Lost.

Aproveito este post, portanto para divulgar junto com Lost um Documentário muito bom que eu assisti no final de 2008 na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre (viu Dona Secretária de Cultura? O povo vai no cinema da CCMQ sim…), chamado “Procedimento Operacional Padrão”. Confiram ai o trailer logo abaixo.

Mas não se esqueçam, tirando isso, Lost é o máximo e todas as pessoas da terra deveriam assistir. Quem não assiste Lost não sabe o que está perdendo. Mesmo correndo o risco de cometer um sacrilégio, vou ter que dizer: Acho que Lost é melhor que House :-S

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