O fim das férias da Rosane de Oliveira

O fim das férias da Rosane de Oliveira

A Rosane de Oliveira, colunista de política da “Página 10” da Zero Hora, voltou de férias. Que saudade da interina, Viviane Eichler. Nunca deviam ter trazido a Rosane de Oliveira de volta do Rio de Janeiro. Devia ter ficado lá, recarregando as baterias na Nave Mãe,  junto com o Ali Kamel, com os dois Willians (Bonner e Wack), com a Mírian Leitão, com o Alexandre Garcia…

Mas voltou, e voltou com a corda toda.

Dêem uma olhadinha na Página 10 de hoje. É inacreditável.

Primeiro, o comentário sobre a devolução dos Pedágios pra fiscalização do Estado. Seis meses atrás, e quem lê jornal sabe disso, os Pedágios eram uma BOMBA,  que a Yeda tentou se livrar atirando a fiscalização no colo do Governo Federal. Tão patético que é este ser como governadora, PERDEU de novo. Não conseguiu “devolver” a bomba pro Ministério dos Transportes.

Ai você compara essa notícia, de mais uma derrota (parcial, ok, mas derrota) de um Governo fracassado, com a notícia do III Plano Nacional de Direitos Humanos. Fato que houve derrotas importantes no III PNDH, mas a pancadaria em cima do Vanucchi sempre me pareceu muito maior do que a “centralidade” do que se abriu mão. Quantas manchetes não circularam por ai: “Acuado, Vanucchi abre mão de pontos centrais no III PNHD”, “Desautorizado por Lula, Ministro dos Direitos Humanos recua em Projeto Polêmico”, “Humilhado, Vanucchi sai de férias”, “Derrotado, Vanuchi não sei o que…”, “Derrota-Vanuchi”, “Vanuchi-Derrota”, “Fracasso, Fracasso, Direitos Humanos, Fracasso, Vanuchi”.

Vai dizer que não foi assim janeiro todo? E acho que a  mensagem foi bem vendida: O Vanucchi é o “fracassado”, o “polêmico”, o “Ministro fraco do governo”, o “ainda tá por ai?”, o “empurra-que-ele-cai”.

Já aqui, com essa decisão do TCE, nenhuma associação entre as palavras “Governadora”, “Derrota”, “Yeda”, “Pedágio” é feita. Nem se queixar de que desde o dia 20 de setembro (olha aí, que grande “façanha” farroupilha) as estradas estão sem fiscalização, a Zero Hora se queixa direito.

Incrível. Preservar a imagem da Yeda acima de tudo.

Mas pra não dizer que a Rosane não fala de derrota, é só continuar lendo: Várias notas sobre as derrotas na articulação do Tarso Genro com o PDT para as eleições do Estado e uma “mui ingênua” historinha, quase uma anedota, do Ministro da Jutiça falando sobre a legalização maconha no Fórum Social Mundial. Não bastasse, no meio desse textinho já bem suficiente por si só, surge uma frase nova, não muito comum do repertório diário da Rosane, prova de que a Abelha-Rainha esteve passeando mesmo pelo Projac nas férias: “Quando Tarso terminou de falar, ninguém queria saber sobre temas da palestra como regimes totalitários, socialistas e utopias, mas questionavam a posição do ministro sobre as drogas.”

Tudo bem que eu não chegava, assim, a trocar a Rosane pelo Josias de Souza, nem pelo Reinaldo Azevedo, nem pela Mirian Leitão… mas que é difícil de aguentar, é.

(Leia Aqui a Coluna).

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