A Menina que brincava com fogo

A Menina que brincava com fogo

Conceito: 4

Gênero: Suspense Investigativo

Terminei de ler “A Menina que brincava com fogo”, segundo volume da trilogia Millenium. Agora estou corajosamente emendando as 685 páginas do volume três, “A rainha do castelo de ar” sem tempo (nem vontade) de respirar entre um e outro. Não dá vontade de fazer intervalo porque o Evandro, meu colega de internato e também leitor do Stieg Larsson, tinha razão, o segundo  livro não “termina”. Na realidade, as partes dois e três da trilogia são uma grande história de 1293 páginas.  Grande porém excelente. Ninguém precisa ter medo das 1293 páginas!

A história começa um ano depois do final do primeiro livro e se extende até o mês de abril. Lisbeth de volta, agora protagonizando este livro, super-blonkovist de volta também, mas aparecendo de fato no enredo só quando o livro já adentrou suas quase 200 páginas. Há também aparições famosas, porém secundárias, do primeiro livro, como membros do clã da família Vanger.  Aparece também, não tão secudáriamente, o Dr. Nils Bjurm, o “porco sádico estuprador”, tutor legal da Lisbeth. Esse ai, dá pra entregar sem atrapalhar a leitura do livro, vai morrer, como merece.

A temática deste livro é o tráfico de mulheres do leste europeu, para comércio sexual na Suécia (“Da Rússia, com amor”). Ele trabalha, superficialmente, o serviço secreto suéco, a Säpo e um pouco do serviço secreto da União Soviética. Não há nenhum tipo de avacalhação contra  URSS no livro, mas por uma pequena frase no começo da história acho que dá para dizer que o stieg larsson, se tiver sido comunista, não deve ter sido Stalinista. E é compreensível, porque além do óbvio, a relação dos europeus dos países vizinhos ao Leste deve ser uma relação muito particular, de gente que ouve histórias de refugiados e é neto de refugiado, então sem dúvida desenvole um relação diferente.

Quem leu o primeiro livro lembra que boa parte do começo da história é dedicada à explicação de como o super-blonkvist se deu mal e foi obrigado a se exilar em Headstead, para investigar o sumiço da Harriet Vanger. Eu me lembro que esse começo chegou a me deixar meio impaciente, tipo “cadê a história do livro?”. Neste livro o padrão se repete, mas a história introdutória é bem mais interessante. Como o resto do livro todo, e ao contrário do que aconteceu em “Os homens que não amavam as mulheres”, essa história não foi resgatada ou solucionada no final do segundo volume. Será que ela será resgatada no terceiro? Espero que sim.

To muito curiosa porque muitos mistérios (bombásticos) ja foram solucionados nessa primeira parte e não sei como ele conseguiu prolongar essa história por mais um livro de 600 páginas. Mas não tenho a menor dúvida de que não vai sobrar página para a história dele não.

Recomendo fortemente que quem não leu o “Os homens que não amavam as mulheres” não leia nem as orelhas dos livros da seqüência. A história inteira do primeiro volume é entregue no segundo e a história do segundo é inteira entregue no terceiro. Então, distância segura!

Esta entrada foi publicada em Eu li: Ficção com as etiquetas , , . ligação permanente.

Uma resposta a A Menina que brincava com fogo

  1. Pingback: A Rainha do Castelo de Ar « Dois pontos: Travessão.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s