À caça de Harry Winston

Eu li quatro livros desde agosto: “À caça de Harry Winston”, “O Fantasma”, “Os homens que não amavam as mulheres” e “O símbolo perdido”. Fazia muito tempo que eu não lia nada de ficção, então estou matando as saudades das leituras recreativas. Vou tentar resenhar esses atrasados e depois sigo o fluxo do que eu estiver lendo. Também vou dar notas pros meus livros, seguindo a grade de conceitos da minha querida universidade, a UCS – “Pés na região, olhos no seu bolso”, que é o seguinte: Nota de 0 a 5,9 = Conceito Zero; de 6 a 6,9 = Conceito 1; de 7 a 7,9 = Conceito 2; de 8 a 8,9 = Conceito 3. de 9 a 10 = Conceito 4.

“À caça de Harry Winston”

Conceito: 1

Gênero: Mulherzinha.

É um livro da mesma autora de “O diabo veste prada”, filme que eu, particularmente, gostei de assistir. A história é sobre três amigas na casa dos 30 anos, uma delas linda, filha de modelo brasileira, que só faz academia, bebe muito e não trabalha, outra é a “estável”, prestes a se casar, dona de um apartamento incrível, que ela mesma comprou e uma outra amiga cuja vida está uma desgraça, e já entra as primeiras 15 páginas do livro abandonada e traída e largada e etc. Lá pelas tantas elas fazem um pacto de mudarem de vida em um ano: A fiha-de-modelo promete arrumar um marido rico; A estável não promete fazer nada, afinal, a vida dela é “estável”, apesar dela ser infeliz; E a desgraçada, até então muito recatada, irá aproveitar o seu novo emprego para “dar para pelo menos um homem em cada continente” (sic livro). O livro é legal. Bem mulherzinha, mas nada jamais na categoria livro mulherzinha irá barrar a Bridget Jones, principalmente no que se refere à crises de mulheres de 30 anos. Além do mais, achei o livro mal escrito em várias partes. Nenhuma incoerência na história, mas eu acho que a autora transforma umas coisas normais em pitizões de perua ressentida e, apesar de eu não ter certeza de que ela escreveu o livro depois do “O diabo veste prada” virar filme, eu acho também que alguns autores depois que vão pro cinema adquirem um certo vício de escrever os livros em estilo de “roteiro”. E eles não sabem fazer isso direito, afinal, roteirista é todo um tipo específico de escritor, então fica como se uma pessoa comum, tipo “eu”, estivesse vendo as cenas na tv e transcrevendo pro papel. Outra crítica é que o seguinte: o livro tem mais de 300 páginas. Nessas 300 páginas, há apenas duas referências ao tal Harry Winston, que é o nome de uma joalheria. Então dá a impressão de que todas elas querem casar, estão correndo atrás de uma “aliança Harry Winston”, o que não tem nada a ver com a história. Uma quer dar pra todo mundo e a outra quer fugir do namorado perfeito dela. So a brasileira quer casar com o cara rico. Apesar disso, dá pra rir do livro, tem umas partes muito engraçadas. E apesar do estilo da escrita ser meio roteiro de amador, eu acho que sairia um filme engraçadinho dali. Valeu ler, como estréia da retomada às leituras recreativas de agosto!

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3 respostas a À caça de Harry Winston

  1. Denize diz:

    Só o conceito 1 reprova na UCS??? Bjãoooooo!

  2. Denize diz:

    Digo, o 0 (ZERO)???

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