O Tempo

Tempo

Tenho lido livros bons que tratam a respeito do tempo. O último foi “Novembro de 63”, sobre uma viagem ao passado para salvar a vida de JFK.  O Atual, que está a quarenta páginas de se acabar, se chama “O ladrão do tempo”. Foi escrito por Jhon Boyne e, apesar de ser o primeiro livro do autor, está por ai em todas as livrarias como novidade. Para situar: Jhon Boyne é o autor de “O menino de pijama listrado”. Neste livro (o sobre o tempo), Jhon Boyne fala sobre uma personagem que chega a duzentas e cinquenta e seis primaveras… completadas em 1999. É contado em três narrativas paralelas: A adolescência do protagonista, no século XVIII, algo como a sua “primeira vida”, sua “madurescência”, no século XX e narrativas paralelas de sua passagem por importantes eventos da história da humanidade: A Revolução Francesa, o renascimento das Olimpiadas, a crise de 1929. Enfim,  dois bons livros sobre temáticas clássicas: A viagem no tempo e a imortalidade.

Ano passado li um livro chamado “O Guardião do tempo”. Este é praticamente uma fábula: É a história do primeiro homem que nos primórdios da humanidade resolveu medir o tempo. Por condenar a humanidade a viver aprisionada às horas do relógio, Dhor  é punido por Deus e permanece 6 bilhões de anos em uma caverna, ouvindo as súplicas das pessoas na terra por “mais tempo” ou “menos tempo”, conforme a conveniência. Dhor só é libertado quando um idoso com câncer e uma adolescente desiludida se distinguem em meio a todas as vozes, e Dhor recebe a missão de ensinar a eles uma lição sobre o verdadeiro valor do tempo.

Hoje fui no cinema e vi “Entre Nós”, filme brasileiro com Caio Blat e Carolina Dieckman. Entre nós fala sobre o tempo de forma mais indireta. Um grupo de amigos que fica dez anos sem se ver após a ocorrência de uma tragédia. O que os une novamente: Uma cápsula do tempo.

***

Eu acho o tempo uma coisa muito difícil de entender. O tempo é o movimento dos planetas que faz suceder dia e noite e as quatro estações do ano. O tempo é a força da gravidade que deforma nossos corpos e nos deixa velhos. O tempo é uma vivência psicossomática paradoxal que anda muito devagar quando deveria andar rápido e muito rápido quando deveria andar devagar. Qualquer reflexão filosófica sobre a origem do universo ou da vida na terra é fichinha perto de pensar em porque a existência “existe”.  

***

Para fechar, uma musiquinha:

Sobre O Tempo

Pato Fu

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Ah-ah-ah ah-ah
Ah-ah-ah ah-ah

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final… oh-oh… oh-oh ah…

Uh… uh… ah au
Uh… uh… ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

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Livro – Novembro de 63

Novembro de 63

Stephen King, Estados Unidos, 2011

Sinopse: Viajar no tempo é uma das grandes fantasias humanas. Mais ou menos como voar. Quem nunca imaginou como seria reviver um acontecimento inesquecível da infância? Ou conhecer seus pais quando tinham a sua idade? Ou espiar o nascimento de cristo, a queda da bastilha, a proclamação da independência? Viajar no tempo é um sonho do ser humano. Todos já pensamos nisso. E todos já nos encantamos com as histórias que tornaram isso possível, pelo menos em nossa imaginação.

“Novembro de 63” é um livro para entrar na história dos livros sobre viagem no tempo. Jake Epping, morador de uma pequena cidadezinha do Maine, é um cidadão comum, vivendo uma vida mais ou menos sem emoção e atravessando a desilusão de um divórcio. Nao sei o que você acha, mas me parece um bom momento para que algo fantástico aconteça na vida de uma pessoa. não?

Pois acontece. É o velho sonho humano do impossível que vem ao resgate do nosso herói. 

Jake Epping tem um amigo, Al. Al tem uma lanchonete. E a lanchonete… bem, a lanchonete tem um portal. Um portal que conecta um empoeirado depósito com um ensolarado dia de setembro de 1958.

Jake Epping e Al fazem o que todos nós gostariamos de fazer. Passeiam pelo passado. Tiram umas férias no passado. Por exemplo, se eu pudesse viajar no tempo, um destino certo seria a cidade onde nasci, Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, 1970. E eu iria direto na Lanchonete Quick tomar um sorvete.  Jake Epping faz algo semelhante. Ele senta em uma lanchonete, em 2011 decrépita e triste, e pede um refresco. Bebe uma cerveja. Interage com as pessoas do local. Identifica os sotaques. Compara as maneiras. Uma experiência incrível. Apimentada pela sempre presente sensação de que você sabe de algo que ninguém mais sabe. Por exemplo, de que aquele garoto, filho do dono daquela lanchonete, não dará conta de manter o negócio do pai com a mesma competência.

Mas é claro que se você encontra uma passagem para o passado, as suas idéias não param por ai. Por que tomar uma cerveja não mais fabricada se você pode… evitar o assassinato de John Kennedy?

Esta é a proposta do livro. Salvar John Fitzgerald Kennedy. É possível? Se possível, será melhor para o futuro da humanidade? 

Vivendo uma vida não-tão-boa-de-ser-vivida em 2011, Jake Epping aceita o desafio da dúvida. Picado pela mosquinha da curiosidade e da aventura ele embarca para 1958. Onde espera viver até 1963. Quando irá (será?) impedir o assassinato de JFK. As consegüencias… bem, as conseqüências não são simples. Ocorre que o passado, na versão de passado de Stephen King, não quer ser mudado. E o passado não tem pena de quem quer mudá-lo.

Crítica: Um dos melhores livros que já li na minha vida.

De volta para o futuro: Por acaso, neste final de semana a TNT reprisou “De volta para o Futuro”. Muito bom rever o filme. Vale a pena recordar que FINALMENTE, ano que vem é o ano em que Marty McFly chega ao futuro! Sim. Em “De volta para o futuro II” após voltar de 30 anos no passado (1955), Marty viaja para 30 anos no futuro. Ou seja, 2015. 

Viajantes no tempo: Dei uma varrida na rede sobre evidências de viagem no tempo. Li uma reportagem recente que cientistas usaram as redes sociais para procurar eventuais viajantes no tempo. A idéia era simples: Ver declarações que antecipavam corretamente eventos que ainda não tinham ocorrido. O resultado, infelizmente, não foi muito animador: Não acharam nada. MAS…. achei uma coisa bem legal. Observem esse video de 1928. É a estréia de um filme de Charles Chaplin… observem a zebra… o homem… e depois a senhora idosa que passa distraidamente… falando em um telefone celular? 

Hehehe. Parece muito mesmo um telefone celular. Tudo muito impressionante até você ver o outro video de “Evidência de viagem no tempo”. Neste video uma moça aparece em 1938… falando no celular. Bom, nesse segundo video, menos emoção. A moça foi identificada pelo neto que afirma que a mesma, na época, estava testando um protótipo de rádio móvel desenvolvido por uma empresa de Massachussets. 

Agora convenhamos… com todo o risco de implosão da linha tempo-espaço eu não falaria no celular no meio da rua na frente de todo mundo, certo? rsrsrs. Viajantes do tempo deveras descuidadas…

Beijos e abraços e até a próxima!

 

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Leituras de 2013 – Parte 1

A II Guerra Mundial

Na escola, minhas matérias favoritas eram história e biologia. Com a biologia eu tinha uma relação muito prática: Era interessante e eu aprendia com facilidade. Sempre foi o que garantiu meu bom desempenho acadêmico. Minha mãe e minha tia eram professoras de biologia. Basicamente, estava no sangue. Com história a coisa sempre foi muito mais lúdica. Eu adoro meus livros de história geral e do brasil do segundo grau até hoje. Sempre que eu sentava para estudar – por vontade própria ou por pressão parental, do tipo “vai estudar alguma coisa” – o livro que eu abria era o livro de história. Mesmo que eu tivesse prova de matemática no dia seguinte! Eu lembro das noites no meu quarto lendo sobre os gregos, os romanos, a idade média… 

Dos periodos modernos, eu tinha meus favoritos. Por exemplo, eu não gostava muito de história do Brasil, exceto a ditadura militar. Então eu amava a história do mundo até a década de 60. Depois o mundo ficava chato e o Brasil ficava interessante. 

O último grande capítulo da história do mundo que me interessava muito era a segunda guerra mundial. A primeira eu achava sem graça. O que gerou inclusive um déficit de conhecimento considerável no que se refere ao assunto. Mas a segunda guerra eu achava o máximo. Tanto que quando li “O aprendiz” do Stephen King em uma coletânea chamada “Quatro estações” eu conseguia entender bem o “grande interesse” do persoangem principial e todo o fascínio gerado pelas revistas velhas na garagem do amigo. Até ele começar a matar pássaros com a bola de basquete, é claro.

Este ano li dois bons livros sobre a Segunda Guerra Mundial que vale a pena recomendar: “Inverno do Mundo” e “Depois de Auschwitz”.

Inverno do mundo, livro de Ken Follet, é o segundo livro da chamada “Trilogia do Século” do autor. Apesar de ser o segundo, foi o primeiro livro que eu li. Eu sempre pegava o livro “Queda de gigantes” na mão, folheava, pensava “Poxa vou gostar desse livro”, mas simplesmente não conseguia comprar. Deve ser meu bloqueio coma  Primeira Guerra, pois este é o tema do livro Um da Trilogia do Século de Follet. Mas o livro dois… tinha que ser lido. Imediatamente. E li mesmo. Foi algo em torno de uma semana. Considerando as 880 páginas, acho que fiz um bom trabalho.

“O inverno do mundo” se inicia na década de 30, quando Hitler está ascendendo na Alemanha. A história é narrada a partir da vivância de cinco famílias: Duas Norte-Americanas, uma Russa, uma Alemã e uma Britânica. O resultado é sensacional. Claro que transparece a cada página a inclinação social-democrata do autor. Mas o livro é muito bom mesmo. Merece ser lido.

Tem uma cena nesse livro que é muito interessante e que traça um triste paralelo com coisas que têm acontecido atualmente. Há uma passagem em que, antes da guerra, simpatizantes ingleses do nazismo organizam um passeata que promete passar por um Bairro Judeu de Londres. A idéia era hostiliza-los, não apenas politica como fisicamente. Vi recentemente que na Russia, uma grupo de jovens organizou uma passeata semelhante em um bairro estrangeiro. Mas ou menos concomitante a uma agressão no metro onde um estrangeiro levou tiros em publico por… ser estrangeiro! São acontecimentos muito “The wave” não é mesmo? Prova de que a barbárie vive em meio de nós e pode ser reproduzida em qualquer país, a qualquer momento.

O Outro livro que li e recomendo é “Depois de Auschwitz” de Eva Schloss. Este é um relato real e emocionante de uma jovem de 15 anos que foi levada a Auschwitz no dia de seu aniversário. Um dado a mais: Esta jovem é irmã de Anne Frank.

Expliquemos: Eva era Austríaca. Viveu na Viena de Sigmund Freud e outros ilustres. Com a ascensão do nazismo e a unificação da Alemanha com a Austria, sua família foi obrigada a fugir e, apos uma pequena peregrinação, foram parar em Amsterdã. Em Amsterdã foram vizinhos da família de Anne Frank. As duas famílias foram levadas a Auschwitz. Metade de cada uma das famílias morreu. As metades que sobraram resolveram se unir: A mãe de Eva e o Pai de Anne Frank se apaixonam após a Guerra e iniciam uma nova vida como companheiros. A família passou a vida se dedicando à publicação do diário e à memória de Anne Frank. Mas Eva tem sua própria história para contar. E por isso escreve “Depois de Auschwitz”.

Bom, vou ficando por aqui. Bom escrever de volta. Esse ano, apesar de pouco blog teve muito livro. Em breve compartilho mais novidades! Abaixo, boa entrevista (legendada) de Eva Schloss.

Até mais!

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The Lady of Rivers e The kingmakers daughter

Trinta e pouco dias de ferias e dois livros de Phillipa Gregory

Passei as ferias na Europa e a minha mais valiosa aquisicao – dentre roupas, perfumes e bugigangas – foi “The kingmaker’s daughter” (ainda sem traducao para o portugues), ultimo livro publicado de Phillipa Gregory. Esta e a historia de Anne Neville, Rainha da Inglaterra na epoca de Eduardo III, ultimo principe de York. Nao ha palavras na gastronomia (beber, engolir, devorar) para descrever como foi a leitura desse livro. Foi rapido e dolososo. Aqueles livros que voce nao consegue parar mas sabe que devia, porque voce vai ficar muito triste quando acabar. E assim foi. Grande, grande tristeza ao virar a ultima pagina.

“The Kingmaker’s daughter” e, em minha opiniao, o segundo melhor livro da serie “A guerra dos primos”, perdendo apenas para “A Rainha Branca”.  Li também nestas ferias “The lady of Rivers” (tambem ainda sem traducao) que quebra a linha cronologica da serie voltando ao passado para contar, atraves de Jacqueta Rivers (mae de Elizabeth Woodvile, a “Rainha Branca”) a historia de Margareth D’ Anjou, a “Rainha ma” e o seu Rei Dorminhoco, Henrique VI.

Philippa Gregory nao esta escrevendo uma serie. Acho que esta escrevendo algo mais parecido com uma novela. “A Rainha Branca”, “A Rainha Vermelha” e “The kingmakers daughter” sao recortes do mesmo periodo – O Reinado de Eduardo IV – com a unica diferenca do “Point of view”: Sao tres nucleos diferentes da mesma historia. Acho que a BBC acertou em cheio em reproduzir a serie para a TV, em uma especie de novo “The Tudors”. Vai ser um estrondoso sucesso.

A rivalidade para alem do bem e do mal

(ATENCAO! SPOILER! Se voce nao leu “A Rainha Branca”, “The Kingmakers Daughter” e “The lady of Rivers” nao siga adiante)

“The Kingmaker’s Daughter” teve o importante apelo comercial de ser o novo “The other boleyn girl”, a nova historia de Phillipa Gregory sobre duas irmas. Mas a genialidade do livro esta na transformacao de Elizabeth Woodville, a grande heroina desta serie e a “favorita” declarada da propria autora, na grande vila desta historia. Acontece que Anne Neville e sua irma, Isabel, sao mulheres de seu tempo, sujeitas as intrigas da corte, as supersticoes da epoca e ao vies politico em que se encontravam. Foram rivais de Elizabeth Woodville em vida e filhas do homem que fazia Reis e que por sucessivas vezes tentou faze-las Rainhas. O livro e realmente brilhante. Phillipa favorece suas heroinas sem julgamentos morais, a la “preto e branco”. Seres humanos sao complicados e a autora explora as contradicoes com eximia habilidade.

A viagem

Estive em Londres, Genebra e Paris nestas ferias e foi muito emocionante visitar o tumulo de Anne Neville na Abadia de Westminster, um achado ocasional, haja vista que poucas sao as pedras da Abadia que nao encerram a ultima morada de alguem. Fico pensando inclusive em porque a Realeza Britanica se casa em meio a tantos cadaveres! Saint Paul e uma catedral belissima, sem duvida bem mais adequada para as bodas de um casal promissor. Mas tradicao e tradicao. E  se tem algo de que a monarquia nao pode abrir mao e da tradicao.

Mas voltando a Anne Neville e aos mortos da Inglaterra, vi outros tumulos muito legais em Westminster: Vi, Sua Alteza, a Mae do Rei, Margaret Beaufort, nossa “Rainha Vermelha”. Vi “A outra Rainha”, Mary Stuart – The Queen of Scots, lado a lado com sua prima e assassina, Elizabeth Primeira – A Rainha Virgem. Vi o tumulo conjunto de Henrique VII e Elizabeth de York, uniao que deve ter desagradado a Rainha na morte tanto quanto desagradou em vida. Mas de longe, o que mais me arrepiou todos os cabelinhos do braco foi ver na Torre de Londres o “Portao dos Traidores”. Quantas pessoas de barquinho ja nao cruzaram aqueles portoes em direcao a morte no cadafalso? E realmente de arrepiar. Nunca vou esquecer da visao do “Traitor’s Gate”, aquelas duas palavras aterrorizadoras pairando sobre as margens do Tamisa. Sera que um dia aqueles portoes serao reabertos? Sera que o fim da Monarquia Britanica passara por estas margens? Ou sera que o que lhes espera sera apenas o patetico e mais provavel caminho do esquecimento, uma vida destituida entre os comuns?

Concluindo: Leia as coisas na sequencia

Mas isso so se voce ja ama Phillipa Gregory. Porque se voce nao ama, acho que talvez seja mais interessante para voce pular “The Lady of Rivers” e jogar “A Rainha Vermelha” para depois de “The kingmaker’s daughter”.  “A Rainha Branca” e a historia de Anne Neville podem perfeitamente serem lidas em sequencia. Faz todo o sentido do mundo. Claro que as escolhas sequenciais da autora tambem fazem muito sentido. Por exemplo, a (ficticia) admiracao de Margaret Beufort for Joana D’Arc (para quem acendi uma vela na Catedral de Notre Dame, em Paris 🙂 ) e bastante desenrolada na trama de “The Lady of Rivers”, haja vista que Joana D’Arc esteve presa em Borgonha e foi contemporanea da juventude de Jacqueta Rivers. O medo que as meninas Warwick, heroinas de “The kingmakers Daughter”, tem da “Rainha ma”, Margaret D’Anjou, e tambem trabalhado em “The lady of Rivers”. Entao a historia de Jacqueta Rivers nao e meramente uma quebra cronologica na historia, para satisfazer o interesse pessoal da autora na personagem negligenciada pela historia dos “homens”. O livro e tambem uma forma de amarrar uma serie de crencas e relacoes interpessoais  entre os diferente nucleos dessa emocionante “novela” que esta sendo escrita.

A Princesa Branca

(ATENCAO! SPOILER! Se voce nao leu “A Rainha Branca” nao siga adiante)

Nao sei como vai ser “A princesa branca”, mas sei como gostaria que fosse: narrado ao estilo de “A heranca de Ana Bolena” e “A outra Rainha”, por multiplos pontos de vista. Acho que Elizabeth de York e Margaret Beaufort seriam narradoras naturais dessa historia que promete encerrar a saga dos Principes da Torre. Elizabeth Woodville morreu em 1492, entao nao acho que ela tenha tido tempo de participar do drama do Retorno do Duque de York, Richard. Mas veremos. Quem sabe o proprio Richard possa ser um POV dessa historia? A julgar pelo trabalho da autora com George Talbot, Earl of Shrewsbury em “A outra Rainha”, acho que ela esta mais do que apta para dar voz a personagem masculina do pretendente ao trono.

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Dia das Criancas

A historia sem fim

Hoje foi dia das criancas e me lembrei de um filme extraordinario que assisti na infancia chamado “A historia sem fim”

“A historia sem fim” e protagonizada por Bastian, um garotinho que sofria bullying, muito antes de bullying ser um tema da moda e motivador de consultas medicas em minha agenda. Fugindo de um grupo de valentoes, Bastian se isola no sotao da escola com uma aquisicao muito preciosa – um livro encantado, chamado”A historia sem fim”. A medida em Bastian le o livro, ele percebe que consegue interagir com o mundo magico de “Fantasia” e que o “Nada” o esta destruindo. Dai para sair voando nas trancas de um cachorro branco era uma mera questao de paginas. E quem nao sonhou em voar na garupa do Falco e cocar as suas grandes orelhas? Eu certamente que sim!

Abaixo o trailer do primeiro filme, um presente as criancas dessa geracao e um tributo a tempos em que nao tinhamos Harry Potter, mas ate que nos viravamos muito bem…

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O Verdadeiro Rei da Inglaterra

Britain’s Real Monarch

Ha 500 anos uma fofoca maldosa circulava pelas margens do Tamisa. Em um verao muito abafado, no ano da graca do senhor de 1441, a Duquesa de York, Cecily Nevile, concebeu seu primeiro herdeiro, um menino que mais tarde viria a se tornar Eduardo IV, Rei da Inglaterra. Tudo estaria muito bem se nao fosse um pequeno detalhe: Onde estava Richard, o Duque de York, neste idilico verao da concepcao de seu filho? 

As mas linguas juram que estava na Franca, leguas e leguas de distancia da solitaria Duquesa e de um certo arqueiro, que gostava de rondar o castelo nas tardes de sol. 

Este video, perola do youtube, segue o tracado da ilegitimidade de Eduardo IV. E se todos os Reis da Inglaterra desde entao forem ilegitimos? Onde estaria vivendo hoje o verdadeiro Rei da Inglaterra?

Assita o video AQUI

PS: E com muito pesar que este blog informa que o verdadeiro Rei da Inglaterra morreu em Julho desse ano! Cabe agora aos seus herdeiros a dificil decisao: lutar pelo trono ou negociar com a Rainha um preco justo pelo aluguel 🙂

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Chernobyl, o novo Cubo

Luz, Camera… Açao! 

Hoje assisti o filme “Chernobyl”, que conta a historia do passeio de um grupo de amigos no que restou da antiga usina nuclear ucraniana. Suspense nota 7-8, com alguns sustos e um final respeitavel, para quem gosta do genero. Sabe aquele final que voce da um sorrisinho e pensa “caraca”. Pois e. E desses. Mas o que me chamou a atencao nesse filme e que ele tem um “que” de continuacao, aquela coisa de que o que nao foi contado e mais interessante do que filme em si. Me lembrou muito “O Cubo”, um filme pra la maluco em que um monte de pessoas desconhecidas acordam dentro de um cubo cheio de armadilhas mortais. Em cada “cubinho” do “cubao” voce encontra incineradores, estacas no chao, serras eletricas desgovernadas, e assim por diante. E voce fica meio sem entender que negocio e esse que esta acontencendo dentre desse cubo, ate que, no final de um dos filmes… alguem sai do cubo! Pois e. Vou parar por aqui para nao dar spoilers demais nem sobre “Chernobyl”, nem sobre “O Cubo” e suas sequencias. Mas fica a dica. Ja estou apostando em “Chernobyl 2”.

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